Transcomunicação Instrumental

A TCI é um fenômeno ainda não explicado pela ciência, sendo classificado por boa parte de quem o pesquisa como um fenômeno Psi-Theta, ou seja, um fenômeno que envolve a manifestação de inteligências de outros planos de existência. Nesta tese, a Transcomunicação Instrumental seria a comunicação com essas inteligências por meio de aparelhos eletrônicos.

O método de TCI mais primitivos de que se tem notícia talvez tenha sido usado pelos chineses há cerca de quatro mil anos atrás. O seu nome é Chi Ti. A primeira palavra, Chi, significa "forquilha"; a segunda, Ti, quer dizer "dirigir", "progredir", "instruir". Servia para a comunicação com os espíritos. Era um forquilha de madeira cujas as duas primeiras hastes são seguradas por uma pessoa em cada extremidade. A terceira ponta desliza sobre uma camada de areia, ou leva o pincel que corre sobre uma tira de papel. Desse modo vão sendo traçados os caracteres gráficos das mensagens transmitidas pelos espíritos. O Chi Ti faz lembrar a "prancheta", a " ouija", e a "carapeta" ou "corbeille", usada mais recentemente assim que desencadeou a moda das mesas girantes" no século XIX.

O mais antigo e popular sistema de transcomunicação deve ter sido o das "mensagens girantes". Pitágoras (aproximadamente 540 a.C.) e seu discípulo Filolaus já utilizavam a "mesa mística", que era simplesmente uma mesa girante dotada de rodízios nos pés. Quintus Septimius Ftorens Tertulianus (aproximadamente 160-230 a. C.), teólogo e doutor de igreja, nascido em Cártago, consultava o mundo espiritual por intermédio da "mesa giorante". Ammianus Marcellinus (aproximadamente 330-400 a. C.), nascido em Antioquia, mencionava a "mesa divinatoriae", que consistia em um papel suspenso por um fio sobre a mesa, contendo em seu tampo as letras do alfabeto desenhadas em círculo. Em suas oscilações, o anel apontava as tetras, formando as palavras. No século XIX foram usadas as "mesas girantes", as "pranchetas", as "corbeilles", a "Ouija" etc.

Do século XIX em diante, assinalaram-se inúmeros pesquisadores que tentaram a transcomunicação mediante de aparelhos mecânicos e elétricos. Entre esses pioneiros destacamos os seguintes:

Thomas Alva Edison (1847-1931) inventor da lâmpada e do fonógrafo, Guglielmo Marconi (1874-1937), precursor do rádio. Os holandeses, dr L. W. P. Matta e dr. G. J. Zaalberg van Zelst, que construíram o dinamistógrafo (1911) e Nikola Tesla, precursor do transformador e criador do motor de corrente contínua, obtiveram algum resultado positivo. O engenheiro americano Julius Weinberg (1941), da RCA, tentou durante 30 anos vários dispositivos elétricos, ópticos e biológicos, com êxitos discretos. 

No início da década de 90, o padre François Brune realizou uma conferência no Centro Espírita Leon Denis sobre vozes dos espíritos nos gravadores, oficialmente autorizado pelo Vaticano a pesquisar este fenômeno. Poliglota, com vários títulos acadêmicos, ele viajou o mundo promovendo conferências e realizando pesquisas. Clóvis Nunes, que viajou com ele muitas vezes, fala de sua personalidade amigável. Em seu livro Linha Direta do além, François Brune e Remy Chauvine contam a experiência dos padres Agostino Gemelli e Pelegrino Ernetti, físicos de renome da universidade católica de Milão, na Itália.

 

Sugestões de leitura:

Transcomunicação - Comunicações tecnológicas com o mundo dos "mortos" - Do autor Clóvis Nunes. Quarta edição do livro, ampliada e revisada. Essa edição tem um aumento substancial de informações que a primeira edição citada acima. Agora com 275 páginas e alguns trechos corrigidos e revisados. A estrutura básica do livro permanece, mas em cada capítulo mais informações e mais fotos são somadas, valendo muito a aquisição dessa nova versão. O livro adiciona material da nova ida de Clóvis Nunes para a Europa, trazendo informações inéditas para o Brasil.


Proceedings of The First International Conference on Current Research into Survival of Physical Death With Special Reference to Instrumental Transcommunication - De vários autores. Livro com 192 páginas que compõem as Atas do congresso de Transcomunicação Instrumental ocorrido na Espanha em 2004. Consta das apresentações proferidas pelos palestrantes e estão transcritas em inglês, espanhol, português e francês. A obra é fundamental para apresentar as últimas novidades neste campo de pesquisa. Os palestrantes apresentam conceitos teóricos e práticos, como as últimas pesquisas em análises computadorizadas no reconhecimento de voz e imagens.

Transcomunicação Instrumental - Do autor Karl W. Goldstein. Com 184 páginas, é um livro que varre todas as modalidades da Transcomunicação Instrumental, seja por gravador, rádio, computador, telefone, etc. Apresenta o resultado de vários grupos de pesquisa pelo mundo e contém informações sobre o básico da matéria. O autor é o próprio Hernani Guimarães Andrade usando um pseudônimo e o livro é a coletânea de artigos que Goldstein escreveu para a Folha Espírita. Um livro indicado para iniciantes que queiram tomar conhecimento de todo o corpo do assunto em aspecto amplo.

Videos de Clóvis Nunes

Fonte:

http://www.transcomunicacao.net

Revista Cristã de Espiritismo nº 29, páginas 42-47

http://www.ippb.org.br